25 de mar de 2012

Drogas: A arma de destruição em massa (Parte 3)

drogado - priscila e maxwell palheta

 

 

TRAMENTO DE ABSTINÊNCIA E DESINTOXICAÇÃO

De várias maneiras

O procedimento para fazer uma pessoa abandonar o consumo de drogas é diferente em cada caso, embora em termos gerais, consista em isolar o indivíduo do ambiente que o levou a consumir drogas, e lhe administrar doses cada vez menores da substância à qual está habituado, como ocorre com os barbitúricos.

Nos casos de usuários de heroína, os sintomas da abstinência podem ser aliviados, segundo médicos especialistas, mediante a administração, por via oral, de uma substância similar à morfina, chamada metadona, de efeitos mais prolongados e não tão devastadores, que é extraída do ópio, de onde sai também a heroína.

A metadona funciona como se fosse um antídoto, de maneira semelhante ao soro extraído do veneno da cobra, que cura a sua própria picada.

Os efeitos também podem ser eliminados com a administração de uma nova dose da própria droga. Essa solução, no entanto, somente agrava a situação do dependente. Portanto, a única cura definitiva é a eliminação da causa da síndrome, ou seja, a libertação da dependência das drogas.

Na síndrome da abstinência aguda de determinadas substâncias, pode se necessário até mesmo recorrer ao tratamento clínico ou hospitalar, que envolve uma série de medidas terapêuticas.

 

sindrome abstinencia - priscila e maxwell palheta

 

Uma vez superada a síndrome da abstinência na fase aguda, faz-se necessário continuar com o processo de desintoxicação, que é lento, dispendioso e difícil, requerendo tempo e, sobretudo, uma enorme força de vontade por parte do paciente, tendo-se em vista que o dependente químico possui no sangue uma quantidade da substância que consome.

Em qualquer caso, a dependência das drogas deve ser considerada uma doença. A resposta terapêutica precisa se adequar a um modelo integral, com especial ênfase nos distúrbios psíquicos e de comportamento, dada a importância da dependência psicológica do paciente para a cronicidade do vício e da recaída.

Também é fundamental que as clínicas que trabalham com a recuperação de dependentes possuam um programa de terapias ocupacionais, para que o paciente não fique ocioso e entre em depressão, já que estas terapias aumentam a auto-estima, ajudando na recuperação.

Considerando que o ser humano é composto de corpo, alma e espírito, defendo a necessidade de um tratamento em três fases:

1ª) Tratamento à base de medicamentos, para alívio das dores e, principalmente, para que o indivíduo consiga dormir, já que a insônia é um dos principais sintomas da crise da abstinência.

2ª) Acompanhamento de um psicólogo, para que o paciente possa recuperar a auto-estima e vencer determinadas barreiras discriminatórias, criadas por ele mesmo.

3ª) Tratamento espiritual, pois existe no ser humano um vazio interior muito grande, provocado pela ausência do Espírito de Deus. É quando a pessoa tenta preenchê-lo buscando emoções no álcool, nas drogas e em outras coisas que o mundo oferece, mas não consegue, porque só o Espírito de Deus pode fazê-lo.

Além do mais, quando a pessoa tem um encontro verdadeiro com Deus, através da fé no Senhor Jesus Cristo, há então um novo nascimento: a sua vida é totalmente transformada.

Ela passa a ter um novo círculo de amizades e a freqüentar novos ambientes, nos quais não terá mais contato com as drogas, nem com as pessoas envolvidas com elas. Só assim podemos dizer que houve uma cura total.

 

AÇÕES PREVENTIVAS E INFORMAÇÕES SOBRE AS DROGAS


Conhecimento fundamental

gravida drogas - priscila e maxwell palheta

 

A informação se constitui na ferramenta mais eficaz para combater os problemas das drogas e para prevenir transtornos sociais e sanitários, derivados do consumo desse tipo de substância.

Todas as pessoas, especialmente as mais jovens, devem dispor de dados suficientes sobre os tóxicos, para poderem enfrentar este assunto com uma atitude racional e madura. E, sob esse aspecto, é fundamental o papel dos meios de comunicação no alerta aos males provocados pelo consumo, principalmente a televisão.

A desinformação impede uma avaliação exata da gravidade dos problemas relacionados com o submundo das drogas, e pode levar as pessoas a adotarem uma postura displicente ou extrema, ambas potencialmente prejudiciais.

Por esse motivo, é tão grave a conduta de um pai despreocupado com o assunto quanto a de um obstinado inflexivelmente contrário, que se negue a falar sobre o assunto e ainda adote medidas severas de repressão e proibição.

Essa atitude não é sábia, pois pode levar os filhos a serem revoltados ou despertar neles o desejo de experimentarem drogas apenas por uma atração pelo proibido, ou pela ânsia de transgredirem regras.

Para informar ou receber informações sobre as drogas é preciso eliminar preconceitos e enfrentar a realidade dos fatos, com dados objetivos.

A informação, sobre tudo dirigida aos jovens, não deve se basear só no medo ou na coação, mas também na necessidade de despertar neles seu sentido crítico, mostrando que eles são capazes de tomar decisões importantes.

Essas decisões poderão levá-los a desfrutar de uma vida saudável, ou de total destruição. Só depende do caminho escolhido.

O jovem deve ser informado de modo convincente sobre os efeitos nocivos das drogas. Igualmente importante é estabelecer, no interior da família, bases de comunicação, de confiança e de apoio, para evitar que os filhos adotem comportamentos escapistas, e para que seja possível comentar com naturalidade esse e outros temas de interesse para o futuro deles.

As autoridades sanitárias devem utilizar toda a mídia disponível, tanto impressa quanto eletrônica, para conscientizar os cidadãos, por meio de campanhas publicitárias, sobre as graves conseqüências do consumo de drogas.

O Ministério da Educação deve implantar matérias preventivas a partir da terceira série do ensino fundamental. Os professores devem promover trabalhos em grupos, peças de teatro, enfim, tudo que possa alertar as crianças e os jovens sobre os malefícios do consumo de substâncias tóxicas.

O problema é, na verdade, também da sociedade, e só pode ser enfrentado com o esforço de todos. É necessário mobilizar as pessoas; as famílias; as instituições de solidariedade social; as associações comunitárias; os educadores e os líderes formadores de opinião, para uma ação constante em combate ao uso ilegal de drogas.

O papel da família

O que é uma família? Embora a sociedade moderna discuta hoje em dia a questão da composição familiar, de acordo com a Bíblia aprendemos que a constituição básica da família é a que reúne pais e filhos. Avós, tios, primos, cunhados e outros entes queridos podem ser acrescentados ou considerados.

Nenhum homem vive sozinho. Ele se encontra no conjunto da sociedade e da sua família, em um amplo círculo do mundo.

Por isso, todo homem tem grande responsabilidade pelos outros. Cada um tem um papel importante, e devemos ter muito cuidado com aquilo que somos e o que fazemos, pois existem muitas pessoas à nossa volta que se espelham na nossa vida.

Eu costumo dizer que um bom exemplo, vale muito mais que uma multidão de palavras. Deus, o Senhor, ordenou a convivência dos homens. Na leitura dos Dez Mandamentos observamos que os últimos cinco foram dedicados à família e às relações humanas na sociedade, sendo eles a base principal do Direito e das leis que regem as nações em quase todo o mundo:

6º) “Não matarás.” (Êxodo 20.13).

7º) “Não adulterarás.” (Êxodo 20.14).

8º) “Não furtarás.” (Êxodo 20.15).

9º) “Não dirás falso testemunho contra o teu próximo.” (Êxodo 20.16)

10º) “Não cobiçarás a casa do teu próximo. Não cobiçarás a mulher do teu próximo, nem o seu servo, nem a sua serva, nem o seu boi, nem o seu jumento, nem coisa alguma que pertença ao teu próximo.” (Êxodo 20.14).

Quando esses mandamentos são desprezados ou alterados, a sociedade sofre as conseqüências. Jesus Cristo resumiu os Dez Mandamentos em apenas dois:

...Amarás o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e os Profetas.” Mateus 22.37-40

O apóstolo Paulo confirma, dizendo: “O amor não pratica o mal contra o próximo; de sorte que o cumprimento da lei é o amor.” (Romanos 13.10).

O amor consiste basicamente no querer para os outros aquilo que queremos para nós. Quem ama honra o pai e a mãe; não mata; não furta; não comete adultério; não diz falso testemunho; não cobiça a mulher e nem os bens do próximo.

Realmente, o amor é definido pelo sacrifício de quem ama, sem esperar da pessoa amada a resposta, pois quem ama o faz sem nenhum interesse próprio, apenas deseja dar.

Amor é doação, e também uma poderosa força na vida humana. Precisamos somente lembrar como sentimos falta de amor nas famílias e na atual sociedade. A falta de amor e compreensão tem levado muitos adolescentes ao vício das drogas.

A adolescência é a passagem da infância para a idade adulta. É uma fase da vida em que o indivíduo facilmente se deixa influenciar pela opinião de outras pessoas, e experimentar um complexo processo de transformações, as quais se manifestam nos planos físico e psíquico.

Segundo Pedro Henrique Saldanha, Doutor em Ciências Humanas e professor da PUC, Pontifícia Universidade Católica, em São Paulo, o processo de interação hormonal é o responsável pelo rápido desenvolvimento físico que o ser humano manifesta durante essa fase (dos 12 aos 16 anos).

Esse desenvolvimento é caracterizado pela aumento da altura, pela definição da compleição, ou seja, da constituição física, e pela progressiva maturidade de todos os sistemas orgânicos, em especial o nervoso, o musculoesquelético e o reprodutor.

Em ambos os sexos aparecem os caracteres sexuais secundários: surgem os pêlos pubianos e axilares; nas meninas, a gordura corporal se redistribui e os seios se desenvolvem; os meninos mudam de voz e ganham barba.

A evidência do amadurecimento sexual é o aparecimento da menstruação nas meninas e a primeira emissão de sêmen nos meninos.

O adolescente vive suas emoções a afetos de modo muito intenso e, em conseqüência disso, pode experimentar estados profundamente depressivos pela deslealdade de um amigo, pela rejeição do grupo ou pelo fracasso de relação amorosa.

Esses estados podem se manifestar com irritabilidade, apatia, mau humor ou rejeição de relacionamento com os demais.

A queda no rendimento escolar, a defesa intransigente da intimidade, a recusa de comunicação com os pais, as atitudes insolentes ou provocadoras e o desinteresse pelos encontros familiares são outras tantas condutas típicas da adolescência.

Tais condutas, se passageiras e alternadas com atitudes opostas, podem ser consideradas normais, desde que não prejudiquem de forma irreversível a vida do adolescente e a dinâmica das suas relações familiares e sociais.

Se, porém, esses tipos de condutas se tornarem permanentes, ou se intensificarem de forma significativa, é hora de suspeitar da existência de conflitos psicológicos, os quais podem requerer a ajuda de uma especialista.

Convém prestar especial atenção às condutas que os tornam excessivamente dependentes, às manifestações contínuas de sentimentos de inferioridade, à ingestão de bebidas alcoólicas, aos primeiros cigarros e às desordens na alimentação, já que podem derivar para distúrbios de grande amplitude, como o consumo de drogas.

É na fase da adolescência que começa a formação de personalidade, ou seja, é quando a pessoa começa a definir os seus conceitos de vida.

Podemos ilustrar da seguinte forma: É como se uma pessoa estivesse em uma estrada, e de repente chegasse em uma encruzilhada, com vários caminhos. Então, ela precisa escolher o caminho certo.

O ambiente em que vivemos e as pessoas com quem convivemos e nos relacionamentos, direta ou indiretamente, têm muita influência na formação da nossa personalidade e do nosso caráter.

A conduta dos pais é determinante para a consolidação da identidade e para a formação do caráter da criança. Geralmente os filhos tendem a herdar dos pais os bons e também os maus exemplos. Como diz o ditado popular, os pais são o espelho para os seus filhos.

Digo a vocês, que têm filhos: Vejam bem o que andam fazendo na frente deles. Quando os adultos se mostram compreensivos e tolerantes com os seus filhos, embora firmes, facilitam a superação dos problemas que possam surgir durante o período da adolescência.

Sejam amigos dos seus filhos, para que eles possam confiar em vocês. Se eles não se sentirem à vontade para lhes contarem os seus problemas, certamente contarão a outras pessoas, e os conselhos recebidos poderão não ser os melhores.

Procurem dar muito amor aos seus filhos; conversem bastante com eles, busquem informação. Não falem “bobagem” só por falar, apenas para amedrontá-los. O amedrontamento é uma estratégia que foi muito utilizada em prevenção, mas não funciona.

Não procurem colocar medo em seus filhos, e sim estar sempre conversando. Não lembrem que vocês têm filhos só na hora de dar broncas, mas acompanhem a vida deles em todos os aspectos.

É importante desenvolver a capacidade crítica e de reflexão das crianças e dos adolescentes. Estes últimos têm uma capacidade enorme de desenvolver uma análise crítica.

Portanto, no momento de falar sobre drogas, é interessante questionar, ver que idéias eles têm sobre o assunto. Conversem, reflitam juntos. Não tratem os adolescentes como se ainda fossem crianças, pois eles não querem ser tratados como tais.

É imprescindível também dar a eles o ensinamento da Palavra de Deus, para que mais tarde vocês não se arrependam.

O mundo seria diferente se as pessoas amassem mais. O materialismo dos nossos dias empurrou o amor para fora do contexto da vida moderna.

Os pais, preocupados com tantas coisas na vida, muitas vezes não encontram tempo para dar uma palavra de amor para seus filhos, e a televisão se tornou o centro das atenções nos lares.

As famílias já não se sentam mais à mesa, para um jantar e uma boa conversa entre os pais e os filhos. Hoje, cada uma pega o seu prato e vai para um canto diferente da casa. Quando não, sentam-se todos à frente da TV, e, quando alguém tenta dizer alguma coisa, logo o outro pede que se cale, dizendo: “Não está vendo que eu quero ouvir a TV?”.

Portanto, você, que é pai ou mãe, não considere sem importância o que para os crianças pode ser fundamental. Vá com seus filhos a pé até a padaria, por exemplo; jogue futebol junto; leve-os à praia ou a um passeio.

Existem, enfim, muitas outras atividades que, embora simples do seu ponto de vista, podem deixar seus filhos felizes.

Os mandamentos de Deus que se referem à convivência dos homens começam na família e mostram aos filhos a posição correta diante dos pais.

A posição dos pais na família, por sua vez, é santificada por Deus. Por isso, a Sua Palavra ordena a todos:

Filhos, obedecei a vossos pais no Senhor, pois isto é justo. Honra a teu pai e a tua mãe (que é o primeiro mandamento) com promessa, para que vá bem, e sejas de longa vida sobre a terra. E vós, pais, não provoqueis vossos filhos à ira, mas criai-os na disciplina e na admoestação do Senhor.” Efésios 6.1-4


Estes mandamentos não têm limite de idade: eles se aplicam a todos que ainda têm pai ou mãe. Honrar significa considerar e demonstrar respeito.

 

FORMAS DE CONSUMO

Retorno negativo

Quase tão variadas quanto as próprias drogas são as formas que existem para o seu consumo. Cada droga tem seu procedimento de administração característico, e algumas têm mais de um.

Os males provocados por essas substâncias no organismo também variam de acordo com a maioria pela qual elas são administradas. Cada forma apresenta os seus próprios riscos.

A deglutição, por exemplo, causa problemas no aparelho digestivo, enquanto a inalação afeta os pulmões e pode provocar uma perfuração progressiva do septo nasal.

A injeção venosa é via de transmissão de doenças graves e provoca infecções freqüentes; já o hábito de fumar é uma das causas mais comuns de câncer no pulmão.

De um modo geral, é possível diferenciar quatro grandes grupos de procedimentos para consumir drogas, cada um apresentando variantes. Vejamos:

Deglutição ou absorção por via oral – subdivide-se em dois grupos: ingestão e a mastigação. A ingestão consiste na mera deglutição de substância tóxica. É a forma habitual de consumo da maior parte das drogas.

Assim se administram o álcool, quase todos os medicamentos, as drogas em pastilhas e o LSD, ou dietilamida do ácido lisérgico.

É importante destacar que cada um desses produtos, apesar de todos serem ingeridos da mesma forma, produz um efeito, que é completamente diferente dos outros.

A mastigação é outra forma de ingestão por via oral, mas a folha da coca é, até o momento, a única droga que se absorve desta maneira. Trata-se de um costume ancestral dos povos andinos, que mascavam durante horas as folhas da coca, para extraírem seus princípios ativos.

Na inalação, ou absorção pelo nariz, a substância tóxica entra no organismo através da mucosa nasal, ao ser inalada. É o que se conhece vulgarmente como “cheirar”.

Normalmente a inalação requer um ritual de preparação da substância – é a forma de consumo de drogas em pó, como a cocaína, embora o crack, a heroína e as anfetaminas também possam ser absorvidas desta maneira.

De certo modo, é um processo parecido com o da deglutição, embora a via de acesso seja mais rápida e direta, já que a droga atinge os pulmões e cai rapidamente na corrente sangüínea.

A inalação também é empregada no consumo dos gases emitidos por colas e solventes. Muitos viciados em heroína começam a consumi-la inalando a fumaça produzida pela queima da droga em papel alumínio. O hábito de fumar cigarros constitui a forma mais comum desse tipo de consumo de drogas.

 

efeitos cheirar cocaina

 

Os viciados em heroína costumam utilizar a via intravenosa para consumir a droga. O compartilhamento de seringas se transformou em um dos maiores veículos de propagação da Aids e da Hepatite C.

Há quem injete diretamente na veia a cocaína e outros psicotrópicos, mas esse procedimento é o mais perigoso, posto que sendo a via de acesso mais rápida, o risco de overdose é maior e mais graves são as conseqüências.

Drogas socialmente aceitas

Socialmente aceitos e legais em quase todo o mundo, o álcool e o fumo são substâncias cujos efeitos danosos geralmente passam despercebidos para um grande número de pessoas, que os consideram substâncias de uso tradicional.

A verdade, no entanto, é que tanto o álcool quanto o fumo são classificados como drogas, com impactos extremamente prejudiciais para a vida do indivíduo, atingindo a sua saúde e o seu comportamento, dentre outros aspectos.

Existe uma enorme variedade de bebidas alcoólicas em todo o mundo, e muitas delas são elaboradas desde tempos remotos, mesmo em sociedades nas quais, em tese, seu consumo é proibido.

No mundo ocidental, a ingestão de álcool é um fato cotidiano, uma prática social profundamente arraigada. Por isso, os riscos que as bebidas alcoólicas representam para a saúde tendem a ser subvalorizados. Aliás, muitas pessoas nem consideram as bebidas alcoólicas como drogas, embora esta atitude esteja mudando nos últimos tempos. Existe ainda o problema de que as doses consideradas “razoáveis” e até “benéficas” de alguns tipos de bebidas não estão definidas.

De fato, o consumo de bebidas alcoólicas está, em algumas culturas, associando ao extremo rigor do clima. Em outras, particularmente entre os produtores de uva, há uma rígida tradição.

A legislação sobre o tema também varia muito de uma nação para a outra, como demonstram, por exemplo, as variações do grau de alcoolemia, ou seja, a concentração passageira de álcool etílico no sangue, resultante da ingestão de bebidas alcoólicas, permitido aos motoristas em cada país.

Além disso, os consumidores de álcool se sentem capazes de discernir por si mesmos a quantidade que seu organismo tolera, sem aparentes conseqüências, e costumam atribuir a outras pessoas os excessos neste sentido.

Por último, o binômio álcool-festas pode ser especialmente prejudicial, porque alguns indivíduos associam a abstinência com a incapacidade para se integrarem e compartilharem os prazeres da convivência.

O álcool produz um efeito embriagador “agradável”. Em suas primeiras fases, a pessoa experimenta um estado eufórico, com o desaparecimento das inibições e a facilidade de se comunicar.

No entanto, à medida que a ingestão continua, ocorre um estado depressivo, com sintomas de cansaço, sono, etc. Se o consumo for exagerado e superar um determinado limite, ocorre intoxicação, que leva à perda da consciência e até mesmo ao coma.

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O maior risco do consumo habitual de álcool é o alcoolismo, doença caracterizada por uma intensa dependência física e psicológica das bebidas alcoólicas.

O alcoólatra sofre fortes distúrbios de personalidade, vê suas relações pessoais e familiares serem destruídas e costuma sofrer diversas perturbações físicas, especialmente relacionadas com o aparelho digestivo, com o fígado e com o sistema nervoso. O apóstolo Paulo, em sua carta aos Efésio, diz:

E não vos embriagueis com vinho, no qual há dissolução, mas enchei-vos do Espírito (...) dando sempre graças por tudo a nosso Deus e Pai, em nome de Nosso Senhor Jesus Cristo, sujeitando-vos uns aos outros no temor de Cristo.” Efésios 19.21

O fumo

O fumo, por sua vez, é procedente das Américas. Sua disseminação de consumo, em nível mundial, começou após a colonização do chamado Novo Mundo. Atualmente, em todos os países, milhões de pessoas têm o hábito de fumar.

O fumo, porém, é uma droga que produz dependência e síndrome da abstinência. A principal substância responsável pela dependência é a nicotina, um dos muitos alcalóides contidos nas folhas de fumo.

No entanto, os componentes que produzem maiores danos ao aparelho respiratório são os breus e o alcatrão.

Os efeitos imediatos do fumo não são muito evidentes, pois ele não produz alterações sensoriais, físicas ou psíquicas apreciáveis, e sua influência parece se restringir a um leve efeito sedativo.

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No consumo habitual, entretanto, produz graves danos físicos, principalmente no aparelho respiratório. Já está comprovada, experimentalmente, a relação direta entre o hábito de fumar e o desenvolvimento de câncer no pulmão e na laringe, e de doenças pulmonares crônicas, como o enfisema.

O coração e o sistema cardiovascular também podem ser afetados, assim como o estômago, a pele e os dentes.

A mulher fumante corre o risco de apresentar problemas de esterilidade, sofrer abortos ou provocar alterações no desenvolvimento do feto durante a gravidez. A Palavra de Deus, diz:

Não sabeis que sois santuário de Deus e que o Espírito de Deus habita em vós? Se alguém destruir o santuário de Deus, Deus o destruirá; porque o santuário de Deus, que sois vós, é sagrado.” 1 Coríntios 3.16,17

Atualmente, estima-se que a expectativa de vida de um fumante se reduza em 15 anos. O número de cigarros fumados aumenta ou diminui os riscos, mas estes só desaparecem realmente com a abstinência total.

Os cigarros, principalmente os de alto teor de alcatrão, são mais prejudiciais que o charuto e o fumo de cachimbo.

Denomina-se “tabagismo” a dependência física e psíquica do fumo, e o conjunto das alterações patológicas derivadas do seu consumo.

Como deixar de fumar

Abandonar o hábito de fumar é difícil e requer, antes de mais nada, uma enorme força de vontade. É conveniente advertir parentes e amigos quanto à decisão tomada, e não fumar diante deles, mesmo que somente pelo compromisso assumido.

Como substituto do fumo podem ser usados chicletes, balas, ou frutas secas, que diminuirão a ansiedade provocada pela ausência do cigarro. Também existem tratamentos de descondicionamento progressivo, mediante adesivos cutâneos ou chicletes de nicotina, além de remédios recém-lançados e prescritos por médicos.

DROGAS PSICOATIVAS

Maconha e haxixe

haxixe e maconha - priscila e maxwell palheta

Derivados do cânhamo, em sua variedade Cannabis sativa, o haxixe e a maconha, originários da Ásia, são provavelmente as drogas de uso mais generalizado da segunda metade do século XX, na maior parte do mundo.

No entanto, os efeitos entorpecentes da planta, no Brasil vulgarmente chamada de maconha, são conhecidos há mais de dois mil anos. Tanto a maconha quanto o haxixe ganharam, a partir da década de 60, uma injustificada reputação de euforizantes e potencializadores das faculdades imaginativas e criativas.

A realidade é muito diferente, principalmente em virtude dos efeitos que produzem sobre a capacidade crítica e a objetividade do indivíduo.

A Cannabis sativa, que contém em suas folhas e flores um princípio ativo denominado tetraidrocanabiol (THC), que exerce influência sobe o sistema nervoso central, apresenta-se para venda basicamente em duas formas: a herbácea (folhas e flores secas) e a resinosa (seiva dessacada), de maior concentração.

Em geral, os derivados da maconha são consumidos por aspiração da fumaça produzida pela queima da erva em cigarros ou cachimbos, às vezes misturados com fumo.

Seu aspecto é parecido com o do fumo picado, embora mais rústicos, e liberam um odor característico muito intenso.

A potência da droga depende da forma de preparação e do clima em que a planta foi cultivada. A maconha cria dependência e produz certa tolerância, o que obriga o usuário a aumentar a dose sucessivamente, para conseguir efeitos parecidos com os das primeiras utilizações.

Seu consumo eventual provoca sinais físicos, como vermelhidão dos olhos, fome intensa, fraqueza e secura da boca.

Do ponto de vista mental, o THC produz um relaxamento geral do sistema nervoso, o qual, em muitos casos, é precedido de leve euforia, com quadros de hilaridade, que desaparecem em poucos minutos.

O consumo excessivo e repetido pode levar a alucinações e perda dos sentidos, o que os viciados costumam chamar de “dar um branco na mente.”

Atualmente está sendo investigada a sua possível aplicação terapêutica, como analgésico para pacientes com câncer em estágio avançado.

O haxixe é uma pasta sólida, de cor escura, odor intenso e textura resinosa. É consumido da mesma maneira que a maconha, mas é preciso esquentar primeiro o haxixe, para derretê-lo e misturá-lo com o fumo.

Os efeitos e as seqüelas são praticamente os mesmo causados pela maconha. Existe ainda uma forma específica de consumir o haxixe, que consiste em aquecê-lo até reduzi-lo a um óleo escuro, com um teor de THC superior a dois terços.

Este óleo de haxixe é misturado com tabaco, para ser fumado. O vício em haxixe ou maconha, em longo prazo, é tão prejudicial quanto o de qualquer outra droga.

O processo de desintoxicação é mais simples, pois a dependência é mais psicológica do que física, mas não está comprovado que essas substâncias sejam drogas que possam se consideradas “brandas”.

Efeitos secundários da dependência de derivados da Cannabis

O consumo habitual e prolongado de derivados da Cannabis produz efeitos devastadores sobre a personalidade do indivíduo. Os viciados em haxixe e maconha gradativamente abandonam o sentido da responsabilidade, manifestando atitudes de indolência autodestrutiva.

Do ponto de vista físico, as lesões são menores, mas não menos importantes, já que esses tóxicos podem afetar as células cerebrais, os pulmões, o coração e os órgãos reprodutores.

Neste último caso, é comum a diminuição da fertilidade e a alteração da menstruação nas mulheres.

LSD e plantas

Os alucinógenos constituem um grupo específico de drogas e se caracterizam por um estado de alteração mental, uma espécie de síndrome transitória que provoca alucinações.

Distinguem-se em dois grupos: naturais e artificiais. Os artificiais são conhecidos como ácido lisérgico, LSD, e PCP, enquanto entre os naturais são destacados os alcalóides vegetais, como a mescalina, a atropina e a muscarina.

O LSD, conhecido popularmente como apenas “ácido”, é uma das drogas mais potentes dentre as conhecidas. Era utilizado na Psiquiatria para o tratamento de determinados distúrbios mentais, mas posteriormente foi declarado ilegal e teve o seu uso terapêutico proibido.

Foi principalmente após esta proibição que o consumo de LSD se generalizou, como forma de protesto e oposição ao sistema.

Descoberto por acaso em um laboratório alemão, o ácido lisérgico teve o seu consumo popularizado durante a década de 60, entre os integrantes do movimento hippie.

Com o efeito surpreendente e intenso das alucinações produzidas, serviu de referência estética para o Movimento Psicodélico. Na década seguinte, seu consumo começou a ser reduzido, mas ainda continua sendo usado, eventualmente, em alguns ambientes.

É possível encontrá-lo em forma de pílulas ou pó. É ingerido sempre por via oral e começa a agir 40 minutos depois da ingestão. Os efeitos duram cerca de 12 horas, com um período de máxima intensidade seguido de um lento declínio.

consumo LSD - priscila e maxwell palheta

 

A substância atua diretamente sobre o cérebro, provocando sensação de clarividência e alucinações. A percepção se distorce e a pessoa sente uma suposta capacidade maior de reflexão e imaginação.

Em algumas pessoas ocorre um fenômeno de recordação, ou flash-back, no qual elas experimentam várias semanas ou até meses depois da última ingestão da droga, as mesmas sensações, ou parecidas.

O consumo de ácido pode dar origem a uma “viagem sem volta”, pois além da dependência psíquica e física, nos consumidores habituais podem ocorrer casos de psicose esquizóide, ou seja, “loucura”, dependendo da capacidade da pessoa de enfrentar as alucinações.

Plantas alucinógenas

A maior parte dessas plantas é oriunda da área desértica da fronteira entre o México e os Estados Unidos. São, em geral, pequenos cogumelos e plantas dicotiledôneas, com alto teor de substâncias ativas, as quais atuam diretamente no cérebro.

Entre as mais conhecidas estão a mescalina, a psilocina, a atropina e a muscarina. Algumas foram associadas a ritos de supostos conhecimentos e clarividência.

Os cogumelos são preparados em forma de chá, com efeitos semelhantes aos do LSD. Não criam dependência nem distúrbios em longo prazo, mas sua ingestão é perigosa devido ao risco de intoxicação.

Continua…

Estudo de Priscila e Maxwell Palheta

Drogas: A arma de destruição em massa (Parte 1)

Drogas: A arma de destruição em massa (Parte 2) – Amy Whinehouse



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